08 fevereiro 2017

Cidade do Porto

Mui nobre, leal e invicta cidade,
Do norte, é também a capital,
Deu origem à palavra Portugal,
Tal é a sua antiguidade.

Terra onde o Douro se espreguiça,
Depois de ter rasgado vários montes
E ser venerado pelas suas pontes,
Na foz é por muitos alvo de cobiça.
É o Douro que lhe dá grande beleza,
Quando contemplado da outra margem,
Proporcionando excelente paisagem,
É o Porto histórico com grande  riqueza.

Não faltam jardins e parques,
e os seus grandes monumentos,
Onde se passam bons momentos,
Observando suas artes.

Uma torre majestosa,
Ergue-se em pleno centro,
Que visitada por dentro,
Dá-nos paisagem vistosa.

No coração da cidade,
Fica a sala de visitas,
Sempre com muitos turistas,
Na praça da liberdade.

Ao cima dos Aliados,
Com o seu ar magistral,
A câmara Municipal,
Saúda os recém chegados.

Muito havia a descrever,
Nesta autêntica nação,
Mas do estádio do Dragão,
Não me podia esquecer.
No Porto, eu vim ao mundo,
E também fui batizado,
Para depois ter morado,
Num país bem mais profundo.

Subi a margem do Douro,
Numa aldeia então vivi,
E foi aí que cresci,
Onde fiz o meu tesouro.

03 fevereiro 2017

Viseu, um exemplo de progresso

Conheci esta cidade,
Numa outra geração,
Em que tinha a felicidade,
De ter alguma visão.

Era uma terra modesta,
Como as do interior,
Feira Franca, a grande festa,
Pouco mais, o seu valor.

Várias décadas passaram,
Ruas criaram rotundas,
Avenidas melhoraram,
Com alterações profundas.

Nos espaços de lazer,
E o bonito centro histórico,
Tudo deixando de ter,
Aquele seu ar melancólico.

Hoje não faltra riqueza,
Onde abunda muita arte,
Terra de grande nobreza,
Berço do rei D. Duarte.

Terra de um grande guerreiro,
E de um famoso pintor,
Viriato o primeiro,
Grão Vasco, o outro senhor.

O comboio é uma carência,
A praia é uma miragem,
Mas sem a sua existência,
Resta-nos sua paisagem.
Decidi aqui viver,
Já numa idade avançada,
Por Viseu me oferecer,
Tudo o que mais precisava.

Foi para mim uma surpresa,
Lidar com a simpatia,
Que brota da singeleza,
Que lhe dá a primazia.  

Já recebeu galardão,
De ser a melhor para viver,
É a capital do Dão,
E das beiras, com prazer.

17 novembro 2016

Mais um novo dia


Acordei,
O Sol procurava romper entre as densas nuvens, envergonhado,
Prevendo um dia de céu bastante carregado,
Nada consentâneo com o que de noite sonhei.

Julgava estar um dia bastante soalheiro,
Em que pudesse ir à praia para me bronzear,
Mas chegando à janela, tive de me conformar,
Que tinha de alterar todo o meu roteiro.

Era o inverno a chegar,
Já em pleno mês de Novembro,
Deixando para trás o Setembro
Em que o astro rei pôde raiar.

Pensei então que as férias já tinham acabado
E o trabalho estava à minha espera,
Obrigado a ficar na minha terra,
Fiquei então, um pouco desolado.

Chegava de novo o frio de repente,
Habituados ao calor e ao chilrear dos passarinhos,
Agora obrigados a abandonar os seus ninhos,
Emigrando para um país bem mais quente.

Mas como o tempo passa a voar,
A chuva e o frio vou esquecer,
Pois num breve amanhecer,
As andorinhas irão voltar.

07 outubro 2016

Relações reais e relações virtuais

Entre o real e o virtual vai uma grande diferença, mas não uma grande distância. 
Hoje, com os avanços tecnológicos podemos ter amizades com pessoas a viver em países longínquos, bem superiores da que temos com os nossos colegas de trabalho.
Vivemos numa aldeia global, onde por vezes é mais fácil conhecer os que vivem do outro lado do mundo, do que aqueles que habitam no nosso prédio.
Muitos dos melhores relacionamentos que fiz até hoje, foram através do virtual. Aí, estamos mais à vontade para nos expormos e nos darmos a conhecer interiormente. Embora já se possa visualizar quem está do outro lado, penso que a importância que damos à parte física, é bem menor do que na realidade. Concentramo-nos essencialmente em conhecer o caráter e a personalidade da pessoa em causa.
Claro que temos de estar atentos se com quem comunicamos é sincero, ou mostra ser o que gostaria de ser em vez do que é. Com algumas horas de conversação conseguimos normalmente esse objetivo. Se existem riscos, também acontecem na realidade. Muitas vezes as aparências iludem.
A grande  vantagem do relacionamento real, é no meu entender, poder haver contacto físico, o que pode nem sequer ser vantagem principalmente no início do relacionamento.   
Assistimos nos nossos dias a uma grande crise nas relações humanas, na medida em que poucos dão importância aos grandes valores humanos. Poucos olham aos meios para atingir os fins, além de haver pessoas que mudam com facilidade de personalidade e de caráter.
Por tudo isto, ambos os relacionamentos são cada vez mais duvidosos e inseguros, sejam reais ou virtuais.

26 agosto 2016

Mais umas férias!...

Projetamos por vezes férias com alguma antecedência ora para conseguir melhores condições, ora para aproveitar a companhia de alguém com quem nos identificamos. Porém, nem sempre tal acontece, pois  a companhia que tínhamos escolhido falta-nos quando menos esperamos. Temos assim que planear férias em condições bem diferentes.
Dizem alguns, que de improviso tudo é bem melhor, embora não partilhe dessa opinião. De improviso tudo pode correr muito bem, como pode ser um tiro no escuro.
Assim aconteceu comigo pela 2ª vez, alterando  o que estava na minha mente.
Hoje posso dizer que o saldo foi francamente positivo, pois não só gozei um período maior, com um custo mais reduzido, como tive oportunidade de conhecer novas pessoas e fazer novas amizades.
Embora vítima de algumas desilusões quer no plano afetivo, quer no denominado círculo de amigos, continuo a considerar muito os bons relacionamentos humanos.
O homem é um ser social que terá forçosamente de saber viver em sociedade, mesmo sujeito a desprezos e traições.
Quero agradecer a todos que contribuíram para que estas férias fossem um sucesso e não uma prisão como tudo fazia crer, quando de uma forma insólita e extremamente condenável, alguém destruiu os meus projetos.

13 abril 2016

Amor!

O mais nobre sentimento
Que atrai os corações,
Que nos leva ao pensamento,
Variadas emoções.

Quebra a nossa solidão
E conforta a nossa mente,
Dando-nos a sensação
De que é omnipotente

Dá sentido à nossa vida,
É uma fonte de prazer,
Trata todas por querida,
Mas também nos faz sofrer.

Faz transpor serras e montes,
Quando no seu esplendor,
São vastos seus horizontes
De alegria ou grande dor.

É por vezes traiçoeiro,
Vive com sua cegueira,
 Pois nem sempre é verdadeiro
Na busca de uma parceira.

Há várias formas de amor,
Todas de forma diferente,
Mas de todos o maior,

Quem nos trouxe no seu ventre.

25 março 2016

Como é bom poder voar

Como é bom poder voar,
Sobre as serras , sobre os montes,
Daí poder desfrutar,
águas que correm das fontes.

Poder ver lindas paisagens,
Rios e muita verdura,
Um colorido de imagens,
Que nos transmitem ternura.

Ao chegar a tempestade,
Mudam nossos horizontes,
E contra a nossa vontade,
Só vemos chorar os montes.

Sopra o vento muito forte,
Com a chuva sem parar,
Vem à nossa ideia a morte,
Já não podemos voar.

Vivemos para sofrer,
E ter momentos felizes,
Daí custar desprender,
Quando já brotam raízes.

À que esperar a bonança,
Terminada a tempestade,
Temos de ter a esperança,
De alcançar a felicidade.

Tudo faz parte da vida,
Neste mundo de contrastes,
Ao chegar a despedida,
Jamais surgirão desastres.

Para aquele que seja crente,
Há uma grande verdade,
De ter sempre bem presente,
Existir a eternidade.

Com os olhos no além,
Pensando no criador,
Penso que haverá alguém

Que possa ter menos dor.

Um Sorriso

Que bom será acordar,
E podermos encontrar,
Alguém que esboce um sorriso.
É motivo de alegria,
Que nos transmite energia,
No momento mais preciso.

É bastante confortante,
E também contagiante,
Expresso naturalmente.
Resolve muitas questões,
Evitando discussões,
E alegra toda a gente.

Não é preciso comprar,
Por vezes, só conquistar,
Ou dado por simpatia.
Enche os nossos corações,
Com algumas emoções,
Vividas no dia a dia.

É tónico fortificante,
Sem dúvida bem importante,
Para nos dar mais alento.
É um astro que irradia,
Que se transforma em magia,
No mais difícil momento.

Porque será que hoje em dia
Não abunda a simpatia,
Andando tudo sisudo!
Os dias estão nublados,
Mas se andarmos chateados,
Fica tudo mais confuso.

Vamos por isso sorrir,
E também nos divertir,
Nesta tão curta passagem.
Se levarmos tudo a sério,
Viveremos neste tédio,

Será tudo uma miragem.

17 novembro 2015

Sucessões à vista!

Salvo pelos populares no início da caça, “Coelho” não resistiu às investidas dos animais mais ferozes, em especial ao especialista em apunhalar pelas “Costas”. Já o tendo feito ao seu colega de partido, com mais vontade o fez ao seu principal adversário.
É espantosa a fome do poder, não se olhando a meios para atingir um fim, mesmo contra a vontade popular.
Quando tínhamos um governo estável a dar provas de recuperação económica e financeira, estamos em vias de ter um executivo suportado por uma coligação de forças políticas que durante 40 anos nunca se conseguiram entender, face às suas ideologias partidárias.
Será certamente mais um Governo para cair a curto prazo, caso cavaco decida empossar António Costa para Primeiro Ministro. A ser essa a decisão do Presidente da República, terá ainda mais força o candidato Marcelo Rebelo de Sousa o árbitro atento para na devida altura puxar do bolso os cartões adequados às faltas cometidas pelos intervenientes no desafio.
Costa não poderá fazer anti-jogo nem derrubar os adversários, sob pena de ver o cartão vermelho
Enquanto Cavaco Silva sairá com um espinha atravessada na garganta, Marcelo a ser eleito, será recebido com uma salada russa confecionada pelo chefe Jerónimo, onde não faltará uma maionese preparada pela Catarina, com a decoração da mesa feita com rosas de várias tonalidades, espalhadas pelo decorador António  Costa.

         Falta saber se Marcelo não ficará indisposto com este prato mais agradável em plena época estival e se os portugueses não vão ter saudades do, por vezes amargo, sumo de laranja

27 outubro 2015

Casamento de conveniência adivinha divórcio

Tal como era previsível, Cavaco Silva convidou o líder da força política mais votada para Primeiro Ministro e consequentemente formar Governo.
António Costa, não tendo espelhos em casa nem na sede do partido, classificou inaceitáveis as palavras do atual Presidente da república, anunciando de imediato, não só a rejeição ao próximo orçamento que desconhece, bem como a uma moção de censura a um Governo ainda em gestação. O secretário geral dos socialistas, não olha a meios para atingir um fim, ao querer ser chefe de um executivo, mesmo contra a vontade popular.
Costa considerado um democrata, além de não saber perder, prepara um casamento de conveniência com aqueles que sempre criticou e cujos princípios democráticos pôs em causa.
É de facto inaceitável a sua posição ao rejeitar unir-se aos seus parceiros mais próximos, para fazer alianças com os partidos mais radicais que nada se identificam com um partido de cariz social democrata, isto apenas porque na primeira hipótese seria o nº 2 de um Governo liderado por Passos Coelho, e na segunda hipótese, será provavelmente o Primeiro Ministro.
O que esperar de um casamento de pura conveniência em que apenas estão em causa os interesses pessoais e partidários e nunca os supremos interesses da Nação?
A vir a acontecer este cenário, será certamente um executivo de pouca durabilidade dadas as divergências entre os partidos que o vão sustentar e que apenas irá reforçar a direita.
Costa terá assim, um curto reinado, caso venha a concretizar o seu sonho, para a maioria dos portugueses, um verdadeiro pesadelo.   

21 outubro 2015

Despedida de Cavaco atribulada

Não  foi fácil a tarefa de Cavaco Silva como Presidente da República. A situação económica e financeira e alguns períodos de crise política dificultaram imenso a missão do mais alto representante da Nação. Foi bem mais fácil e relevante o seu desempenho como Primeiro Ministro de Portugal.
Como Presidente nem sempre esteve bem, nomeadamente no seu segundo mandato, em que foi posto à prova perante os permanentes pedidos de demissão do Governo e os ataques que lhe foram feitos, face a algumas intervenções menos felizes.  As últimas eleições já faziam prever decisões complexas devido à dificuldade de poder haver uma maioria absoluta.
Na possibilidade de poder haver um governo minoritário, ou de uma maioria bastante heterogénea com ideologias em alguns pontos contraditória, a sua posição estará, ou não, um pouco facilitada dado estar limitado nos seus poderes, face à proximidade das eleições presidenciais. Contudo, não  vingando um executivo minoritário, Cavaco não poderá optar por eleições antecipadas o que seria provavelmente o seu desejo. Ficará certamente para sempre, com uma espinha atravessada na garganta, caso tenha de empossar um governo com a participação de comunistas e bloquistas.

Será certamente a despedida que Cavaco menos esperaria.      

14 outubro 2015

Já que não temos Salazar, que venha Marcelo para pôr ordem na casa!

Não sendo saudosista, muito menos em relação ao regime político que nos atrofiou e aniquilou durante 48 anos, sinto necessidade de haver alguém a pôr ordem nesta casa, onde não se respeita a democracia, onde predominam os jogos do poder, as chantagens, os interesses pessoais e partidários, o salve-se quem puder, não se olhando a meios para atingir um fim.
O estado da Nação pouco importa e a qualidade de vida dos portugueses muito menos, desde que os tachos políticos estejam cheios. Corte-se em tudo, menos no número de deputados, de diretores gerais, de fundações e organismos que apenas servem para colocar filhos ou afilhados.
O resultado destas políticas, está bem espelhado na percentagem da abstenção, normalmente a grande vencedora dos últimos atos eleitorais. A classe política está cada vez mais desprestigiada, pois não quer ver qual o sentir dos cidadãos, não aceitando a sua vontade expressa nas urnas.
É espantoso que um líder político derrotado expressivamente numas eleições, se prepare para poder ser o Primeiro Ministro numa coligação impossível durante 40 anos, mas que agora parece viável, apenas para sobrevivência de quem sofreu pesada derrota ao concorrer contra uma coligação que simplesmente torturou os portugueses.
Costa prepara-se para dar um biscoito aos famintos comunistas e bloquistas, para governar caso a coligação centro direita não tenha condições para o fazer.

Cavaco, com os seus poderes limitados, terá de esperar pelo Marcelo, seu provável sucessor, para pôr ordem na casa na esperança de dar mais força a uma democracia cada vez mais fragilizada.                

13 outubro 2015

Vencido lidera solução governativa

Depois de um ato eleitoral há muito reivindicado por todos os partidos da oposição, no sentido de derrubar o governo da coligação PSD/CDS, o povo português decidiu, apesar da forte austeridade que o mesmo nos impôs, penalizar o principal partido da oposição e dar uma vitória expressiva aos partidos que tiveram a difícil missão de tomar conta dos destinos da Nação, durante os últimos 4 anos.
Perante os resultados conhecidos na noite do passado dia 4, António Costa, o grande derrotado do ato eleitoral, deveria apresentar de imediato a sua demissão, principalmente pelo que tinha feito ao seu colega António José Seguro após duas vitórias nas autárquicas e europeias.
Não querendo perder o seu protagonismo e cair num vazio político, Costa não foi coerente consigo próprio continuando a ser o líder do partido socialista.
Não havendo uma maioria absoluta dos partidos do centro direita, o grande vencido tem sido a figura em destaque numa futura solução governativa desdobrando-se em contactos com todos os partidos com assento no parlamento, procurando cedências à esquerda e à direita na esperança de conseguir o que não conseguiu nas urnas.
A verificar-se este cenário, teríamos uma vitória na secretaria contra a vontade popular.

Esperemos que a equipa de arbitragem esteja à altura do desafio e atribua a vitória a quem ficou em vantagem no marcador, mesmo sabendo que o adversário irá fazer anti jogo caso não consiga os seus objetivos.       

12 outubro 2015

Selva, finalmente com representante na Assembleia da República

Conhecidos os resultados do ato eleitoral do passado dia 4 de Outubro e dos deputados que irão compor o novo Parlamento, destaca-se mais uma virtualidade nesta eleição ao verificarmos pela primeira vez, a representação dos animais na Assembleia da República. Também aqui imperou o bom senso dos portugueses, ao verificarem a necessidade de ter alguém capaz de ter voz ativa, neste reinado onde impera a lei do mais forte e do salve-se quem puder.
Congratulamo-nos por haver quem se preocupe com aqueles que  nos ajudam e nos fazem companhia, geralmente mais fiéis e dedicados do que o próprio homem e que muitas vezes são abandonados e mal tratados, o que nem sempre acontece nesta selva em que vivemos. Raramente os nossos governantes têm essa preocupação com os mais frágeis e mais desprotegidos. É necessário que  os mais carenciados venham a ter a atenção que merecem, no sentido de diminuirmos o fosso entre pobres e ricos, sem desprezarmos os outros seres vivos que com nós coabitam.
Será que no futuro os nossos animais ainda virão a ter direito ao voto?

07 outubro 2015

Coelho tranquilo em abertura de caça

Depois de ter sido severamente atacado pela quase totalidade dos “animais desta selva”, “coelho” resiste a todas as investidas e sai tranquilo precisamente após a abertura oficial da caça à sua espécie. Os seus principais inimigos fizeram-lhe várias ciladas na esperança que ele abandonasse a “toca” de S. Bento, mas de “portas” bem fechadas conseguiu permanecer “seguro”, mesmo quando alguns foram obrigados a virar “costa”s pensando assim reforçar a linha de combate.
Finalmente, Coelho foi obrigado a enfrentar os seus diretos adversários, mas a intervenção popular não permitiu que fosse atacado mesmo apesar dos “animais mais ferozes” terem aparecido em maior número. O “rei da selva”, apesar de ter saído bastante ferido, não quis abandonar a sua liderança.
Será importante a mensagem de Belém e saber se os seus inimigos estão dispostos a fazer tréguas durante mais 4 anos afim de que o nosso habitat deixe de ser mesmo uma verdadeira “selva”, para pelo menos ser um “jardim zoológico“ bem ordenado onde cada um saiba ocupar o seu espaço.

06 outubro 2015

"Quem com ferros mata, com ferros morre"

Depois de mais um ato eleitoral para escolhermos o novo Parlamento e consequentemente o novo Governo, dois factos me parecem dignos de realce dado o significado de que se revestem.
Começo por realçar o bom senso demonstrado pelos portugueses, que depois de 4 anos de austeridade que afetaram todos os setores da nossa sociedade, com cortes nos vencimentos e pensões e aumentos de impostos, que levaram a greves e manifestações de protesto, exigindo a demissão do atual Governo, apostaram mesmo assim na estabilidade e nos ainda, que ligeiros, sinais de recuperação económica em desfavor do partido com maiores responsabilidades no caos a que o nosso país chegou. A vitória da coligação não foi uma vitória entusiasta, prova disso a inexistência de caravanas quando conhecidos os resultados, mas uma opção pelo mal menor e pela estabilidade política. O PS, além da carga negativa trazida pelo anterior Governo, nomeadamente do seu ex Primeiro Ministro, teve comportamentos e atitudes que muitos não compreenderam e vão continuar a não entender.
Vem aqui a propósito abordar o segundo facto que gostaria de salientar.
Depois de duas vitórias eleitorais, ainda que escassas, para as europeias e autárquicas do maior partido da oposição, António Costa e seus pares, entenderam que o PS não estava a ser bem conduzido, decidindo apunhalar pelas costas António José Seguro, até então, secretário geral, eleito recentemente pelos socialistas. Tal atitude não foi bem aceite por alguns setores partidários, nem entendido por muitos dos portugueses.
Mais incompreensível é a atitude do atual secretário geral do maior partido da oposição, principal derrotado destas eleições, que não teve a humildade e coerência para apresentar a sua demissão. 
Quando um líder que ganha não serve, o que esperar de um que sofreu pesada derrota?
O que esperar de um líder da oposição que já afirmou há algum tempo, que vai votar contra um orçamento que desconhece totalmente?
Como poderemos esperar por uma diminuição da abstenção quando os nossos políticos colocam normalmente os interesses pessoais e partidários acima dos interesses nacionais, quando fazem promessas que não cumprem e quando não são coerentes nas suas atitudes ?
Muito mal vai a nossa democracia quando a abstenção é a grande vencedora dos atos eleitorais.
      

12 setembro 2015

"Somos o que pensamos"

Não sendo esta frase original, mas sim de um grande pensador, não há dúvida que contém uma verdade indiscutível em que muitos de nós nunca refletimos.
O pensamento é a fonte de toda a atividade humana, na medida em que é o cérebro que através dele toma todas as decisões.
A cada passo, temos de fazer opções, muitas decisivas na nossa vida futura.
A própria felicidade passa muito pela forma como pensamos. Pensamentos positivos transmitem-nos otimismo e uma carga positiva capaz de nos catapultar para as mais complexas tarefas e desafios, acontecendo o inverso quando nos deixamos abater por pensamentos negativos.
A nossa mente tem uma capacidade infinita, que pouco somos capazes de explorar.
São muitas vezes as adversidades que nos põem à prova e nos leva a descobrir potencialidades que nunca imaginamos possuir.
Encontramos com frequência pessoas com graves problemas de saúde, ou de outra ordem, que transmitem alegria e boa disposição, enquanto outros a quem aparentemente nada falta, que mostram no seu rosto um ar triste de infelicidade.
Procure por isso, usar da melhor forma a sua mente. Habitue-se a fazer regularmente a sua higiene mental. Apague totalmente os problemas do passado, pois bem ou mal, já estão resolvidos. Não se preocupe com os do futuro, pois podem nunca vir a existir na medida em que não sabemos o que vai acontecer a partir do presente momento. Concentre-se apenas nas questões imediatas, procurando sempre o lado positivo das coisas e certamente irá sentir-se mais leve e mais feliz.

02 setembro 2015

Os direitos a que muitos não têm direito!

Dizem-nos que vivemos em democracia há mais de 40 anos. Que a revolução dos cravos nos livrou da ditadura que nos atrofiou por várias décadas, não havendo acesso para a maioria dos portugueses, às mais elementares necessidades do ser humano. A educação, a saúde e a justiça estavam barradas aos que tinham mais dificuldades económicas.
Hoje, em pleno século XXI, na era das tecnologias existem muitos cidadãos, que se encontram privados de direitos fundamentais.
As minorias continuam a ser esquecidas e muitas vezes desprezadas.
Não é compreensível e muito menos aceitável, que depois de 4 décadas em que somos com frequência, chamados às urnas para escolhermos quem queremos que nos governe, os deficientes visuais continuem sem o poder fazer de uma forma autónoma , sigilosa e segura. São frequentes os casos, em que estes cidadãos, votam em partidos que não correspondem à sua vontade.
Por outro lado, é inadmissível que o serviço público de televisão, para o qual todos contribuímos, não proceda nos seus blocos informativos à leitura das legendas, para aqueles que pelos mais variados motivos, não conseguem ter acesso a  essa informação.
Os deficientes motores, continuam a ter dificuldades com a falta de acessos acessíveis a muitos serviços e à maioria dos transportes.
Muitos mais casos haveria para referir em que a dita democracia não funciona em que os portugueses não usufruem dos mesmos direitos.
Ainda há muito a fazer para nos podermos considerar um verdadeiro regime democrático.
Ninguém deveria votar, sem que não lhe fosse dada a plena liberdade de o fazer com total autonomia.

12 agosto 2015

Quem nos irá governar?

No fim de mais uma legislatura, aproxima-se novo ato eleitoral que irá decidir quem nos irá governar nos próximos 4 anos.
A escolha não será fácil para os portugueses que apesar do vasto leque de forças políticas a concorrer e ainda poderem optar pelo voto nulo ou em branco, sabem que apenas duas candidaturas poderão sair vencedoras do próximo sufrágio eleitoral, dada a grande distância a que se encontram os restantes partidos. Aliás, tem sido assim ao longo de mais de 40 anos de regime democrático. Talvez os eleitores tenham razões de sobra para dar oportunidade a quem nunca teve responsabilidades governativas, principalmente pelas inúmeras falhas cometidas pelos partidos que alternadamente têm estado à frente dos destinos da Nação. Porém, embora seja previsível um aumento de votantes nesses partidos, não é nada provável que algum deles possa sair vencedor.
Deste modo, a maioria dos votantes irá decidir entre o partido que nos levou quase à bancarrota, que contribuiu para o agravamento da crise financeira que nos obrigou a pedir ajuda externa, ou a coligação que nos aumentou drasticamente os impostos, que nos fez cortes nos salários e nas pensões, que congelou as subidas nas carreiras e que aumentou o fosso entre pobres e ricos, destruindo praticamente a classe média.
Penso que os portugueses estarão divididos, uns revoltados com os cortes e demais sacrifícios e impostos, enquanto outros irão apesar de tudo, querer premiar quem nos livrou da troika e não permitiu que nos tornássemos uma 2ª Grécia.   
              Será, por tudo isto, muito pouco provável que alguma das forças partidárias consiga uma maioria absoluta. Considerando que os principais candidatos não estarão disponíveis em coligações com os partidos à sua esquerda e que o senhor Presidente da República não dará posse a um governo minoritário, parece-me inevitável que o futuro do país terá de passar por uma coligação entre as duas maiores forças políticas, um novo bloco central.
O país necessita de estabilidade e que os principais partidos se entendam nas reformas necessárias e nos setores fundamentais que afetam o dia a dia dos portugueses.

Esperemos que os partidos políticos e os futuros governantes saibam por em primeiro lugar os interesses da Nação e se deixem de guerrilhas partidárias.    

07 agosto 2015

Mais um campeonato se avizinha!

É com grande expectativa que todos aguardamos o início da mais importante prova de futebol  nacional.
Foram grandes as mexidas nos tradicionais candidatos ao título, destacando-se a saída do técnico bicampeão nacional para o grande rival da 2ª circular.
Os dragões partem como principais favoritos não só por ter mantido a sua equipa técnica, mas também pelos famosos reforços que adquiriram.
Rui Vitória, com algumas provas dadas no futebol português, poderá vir a ser um novo Paulo Fonseca, que apesar da sua experiência, não conseguiu conduzir da melhor forma uma máquina mais potente e mais  sofisticada.
Jorge Jesus, provavelmente o melhor treinador português a treinar no nosso país, terá o seu grande teste ao tentar ser campeão com uma equipa composta por muita juventude e alguns novos reforços. Não será fácil a sua missão ao ter de entrosar a experiência de alguns jogadores consagrados com a raça e alguma irreverência dos mais jovens.
Lopetegui, não terá grande campo de manobra, não podendo falhar depois de uma época sem qualquer conquista. Pinto da Costa e os seus adeptos não lhe perdoarão um mau início nas próximas competições.
Será por isso grande a pressão sobre os três consagrados técnicos a quem é exigida a conquista de títulos dado o grande esforço financeiro que fizeram.
Espera-se assim um campeonato ao rubro, em que aos fins de semana predominará o verde dos relvados, mas que no final possa ressurgir o azul e branco a que estávamos habituados.
Vamos ver que indicações nos dará o medir de forças de 2 dos candidatos, ao defrontarem-se no próximo fim de semana para a super taça Cândido de Oliveira.

Que seja um campeonato sem grandes casos e que vença o melhor!..