04 abril 2012

Da família tradicional à família dos nossos dias


Considerada desde há muito a célula base da sociedade, a Família tem vindo a sofrer alterações constantes ao longo dos tempos, face às mutações operadas nas últimas décadas a nível social.
Em tempos mais remotos, a mulher não dispondo da emancipação que hoje possui, nem tendo necessidade de trabalhar, dado o sustento da casa ser possível apenas através do braço do homem, esta dedicava-se exclusivamente ao lar e à educação dos filhos.
Com o decorrer dos anos a mulher foi obrigada a ter um papel mais activo conseguindo a emancipação que ambicionava. Deixou então de se dedicar exclusivamente às lides domésticas, para ter a sua actividade profissional e o seu convívio social. Os filhos passaram a ficar desde tenra idade, nos infantários, os mais idosos tiveram de deixar a sua casa, para ingressarem nos lares de terceira idade, enfim, tudo se alterou a favor da promoção sócio-profissional da mulher e das melhores condições económicas do casal.
Mais uma vez o materialismo e a promoção social, falaram mais alto do que o acompanhamento e apoio familiar em relação a pais e filhos.
Apesar de algumas vantagens neste novo modelo, muitas foram as consequências negativas que vieram gradualmente alterar o espírito de família. Os divórcios passaram a ser mais frequentes e normais, os casamentos mais raros , dando lugar às uniões de facto, passaram a ser legais os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, os filhos passaram a ter um acompanhamento alternativo, face à separação dos seus progenitores e os nossos velhinhos entregues a estranhos, nem sempre com o carinho que a idade justifica.
A família ficou deste modo, desmembrada com maior prejuízo para as crianças e os mais idosos.
Passamos assim a ter uma sociedade à imagem das nossas famílias, onde cada vez é menor o respeito e a solidariedade  pelo nosso semelhante, em que os nossos idosos são desprezados ou mesmo abandonados e em que os nossos jovens são simplesmente deitados às feras, sem qualquer apoio e sem qualquer garantia de trabalho.
Vivemos assim numa verdadeira selva onde apenas sobrevive o mais forte. 

1 comentário:

calisto lopes fh disse...

muito bom seu texto, grandes verdades vc aborda, com claresa e conhecimento do assunto.